DEFESA MÉDICA

Defesa do Médico, Laboratórios, Hospitais, Clínicas,
Planos de Saúde.

Ações cíveis e administrativas junto ao Cremers,
alegações de erro médico, inadimplemento contratual e outras.

 

O médico não é super-homem

Daniel Boklis - Advogado

A medicina pode ser definida como a arte de conservar e restaurar a saúde para tornar a vida mais fácil para a coletividade. Seus sustentáculos são a própria arte do ofício e a tecnologia da ciência moderna. A medicina, o médico, em suas funções primordiais deve ser o braço da civilização em sua luta contra a enfermidade. E, nós, como parte dessa sociedade devemos proteger o médico, o bom médico. E eles são muitos, a grande maioria, principalmente no Rio Grande do Sul.

Antes de fazermos qualquer acusação ao atuar do médico temos que nos informar pensar, trocar idéias se não estamos confundindo o nosso sentimento de insatisfação, o sofrimento propriamente dito, o nosso sentimento de impotência ante a doença e o trabalho efetivado pelo profissional da medicina. Transferir nossa insatisfação de forma leviana, com raiva, pode acarretar uma grande injustiça ao profissional médico, e gerar uma insegurança geral e um atuar defensivo dos profissionais da saúde, o que só vem em prejuízo da saciedade como um todo.

Devemos, sim, fiscalizar a atuação médica, mas com responsabilidade e através dos meios adequados, a fim de não fazermos injustiça irremediável pela publicidade a um profissional sobre o qual mais tarde poderemos chegar à conclusão de que agiu com perícia, prudência e o cuidado responsável, mas que foi vencido, traído pela fatalidade, o imprevisto ou até mesmo pela limitação da evolução da ciência médica.

A prática da medicina, por ser uma atividade humana, está necessariamente limitada em seus conhecimentos, e exposta a resultados eventualmente adversos e inesperados. Por outro lado, é inegável, irrefutável que é um dos ramos da ciência que experimentou maior desenvolvimento no decorrer do século passado foi exatamente a medicina.

O Direito Médico é um ramo em franco desenvolvimento. Há pouco tempo, as pessoas, em geral, começaram a tomar conhecimento de seus direitos em relação às medidas contra má prática médica, ou melhor, dizendo, o erro médico. A responsabilidade civil e penal do médico no exercício de sua atividade é matéria que tem chegado aos Tribunais brasileiros de uma maneira cada vez mais freqüente, atingindo e afetando a vida tanto de pacientes lesados por maus profissionais, como de profissionais da medicina injustamente acusados de ter cometido erros.

Dentre as especialidades médicas mais atingidas por acusação de erro é a de cirurgia plástica, onde, às vezes, determinadas pessoas, com problemas emocionais, antes não identificados, ou buscando projeção na mídia fazem acusações irresponsáveis. E, o pior, pela imprensa, causando irremediáveis danos a atividade do profissional, mesmo que mais tarde venha a ser absolvido. As pessoas têm que ser mais responsáveis, ou seja, se sentirem que foram prejudicadas devem buscar o reparo da sua presumida injustiça, mas devem fazê-la nos fóruns adequados, conselhos de medicina e judiciário.

Sociedade, alerta, o médico não é super-homem, não é Deus, mas é o mais preparado para nos ajudar, devemos protegê-lo em nosso benefício. Temos que ter capacidade, tomarmos o cuidado de não fazermos irresponsáveis acusações. Temos com cautela, separar o bom profissional do mal, com responsabilidade, para o próprio bem da sociedade em que vivemos e o nosso próprio.

 
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